ENGENHEIROS versus PORTUGUÊS

ENGENHEIROS versus  PORTUGUÊS

Estará mentindo quem estuda Engenharia e disser que nunca ouviu a famosa frase: “Não preciso saber português, estou fazendo Engenharia, não Letras!”. Esse é um assunto muito polêmico e deve ser debatido pela comunidade acadêmica com o objetivo de esclarecer questões que ficam escondidas.

O português

O português é a língua natural nossa. Aspirantes a cientistas, engenheiros, matemáticos, químicos, físicos, biólogos, cientistas da computação, todos estudam para integrar o mercado profissional em um futuro próximo e, mais do que isso, tornarem-se cidadãos melhores. Muitos, porém, preocupam-se, em demasia, com os cálculos e ignoram um fato importante na vida de todo ser humano: a linguagem. Pouco se importam com a qualidade da comunicação, de acordo com a norma padrão da língua.

A comunicação

O que é comunicação?  co.mu.ni.ca.ção*  

Substantivo feminino.
1.Ato ou efeito de comunicar(-se).
2.Processo de emissão, transmissão e recepção de mensagens por meio de métodos e/ou sistemas convencionados.
3.A mensagem recebida por esses meios.
4.A capacidade de trocar ou discutir ideias, de dialogar, com vista ao bom entendimento entre pessoas.

A comunicação pode ocorrer de várias formas: mímica, falada, escrita, ouvida e de diversas outras. No cotidiano, comunicar-se por meio de mímicas, olhares, grunhidos não é conveniente e nem eficiente. Sendo assim, a comunicação acontece, principalmente, através da forma falada, escrita e ouvida.

Falando, escrevendo ou ouvindo podemos transmitir,receber mensagens, convencer, interpretar situações e problemas, vender, anunciar, expressar sentimentos e opiniões, etc. Veja como a comunicação é importante! Então, como um engenheiro não precisa dominar as normas do português padrão?

Qualquer pessoa deve preocupar-se com o modo como fala e escreve. A linguagem é uma arma com a qual é possível combater situações que enfrentamos cotidiano.

Enfim, esclarecemos que não estamos defendendo aqui a utilização de uma linguagem estritamente formal durante todo o tempo; o modo como falamos depende do contexto. Visto isso, temos variações na língua. Logo, é admissível o uso de gírias e tantas outras variações da linguagem coloquial quando estamos em uma roda de amigos, em contextos informais. Mas, quando um acadêmico vai apresentar um seminário, uma atividade no contexto formal de ensino, deve utilizar a variação formal, caso contrário será inconveniente. Sendo assim, devemos ter consciência da necessidade do domínio da norma culta da língua, da necessidade de adequação da variação linguística ao contexto de comunicação, para estabelecer uma comunicação com qualidade e de modo conveniente.

Ferramentas: leitura e escrita

Permeando essa questão, temos a leitura e a escrita como ferramentas de desenvolvimento da linguagem. Sim, devemos ler e escrever mais, visando aprimorar nossas capacidades de expressão. Se ler não for um costume, deve-se procurar fazê-lo.

Ainda, vale dizer que escrever é mais do que apenas rabiscar um pedaço de papel ou apertar botões de um teclado. Escrever permite executar a comunicação de forma integral. Para escrever é necessário formalizar ideias e organizá-las para expressá-las no papel. É um tipo de comunicação elaborada, complexa porque não é natural e  não conta com o contexto para significar o que expressa.

Não, não estamos dizendo aqui que para saber comunicar é preciso que todos sejam “Machados de Assis” (mas, seria lindo se isso ocorresse!!). Ler e escrever apenas deveriam ser hábitos de todos.

Ana Carolina B. Silva- Estudante.

Texto adaptado, disponível em: http://letrasufabc.wordpress.com/2010/05/28/engenheiros-x-portugues/

Acesso em: 02 Fev. 2014

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *